A embaixada dos EUA no Kuwait foi hoje atingida por drones, adiantaram à agência France-Presse (AFP) três fontes diplomáticas, depois de se ter visto fumo a sair da missão diplomática ao início do dia.
Um diplomata sediado no Kuwait e um diplomata ocidental, que falaram sob condição de anonimato, indicaram que o edifício foi danificado por vários drones.
Um segundo diplomata sediado no Kuwait afirmou que o edifício da embaixada foi atingido diretamente durante o ataque.
Ao início da manhã, um correspondente da AFP viu fumo a sair da embaixada, no terceiro dia de ataques de retaliação do Irão no Golfo contra a campanha israelo-americana que visava o país.
A embaixada dos EUA tinha alertado o público para não entrar nas suas instalações, alertando para “uma ameaça persistente de ataques com mísseis e drones sobre o Kuwait”.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de quatro militares norte-americanos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.













